Adoção

Todas as crianças e adolescentes dos abrigos sonham com a possibilidade de conviverem com uma família, de experimentarem vínculos afetivos duradouros.

Cada dia passado dentro de um abrigo é um dia a menos nas possibilidades de adoção; quanto maior a idade, menor as chances de nova família.

Maria Tereza Maldonado, psicóloga especialista em adoção, em seu livro Caminhos do Coração: Pais e Filhos Adotivos, afirma:

“É preciso voar mais alto e mais além da miopia, da miudeza que supervaloriza injustamente os laços de sangue para aceitar o desafio amoroso da construção do vínculo pela escolha, acreditando nos mistérios que ainda não entendemos suficientemente. São esses mistérios universais que colocam pessoas inesperadas em contato e em ligação umas com as outras para a comunhão de vidas, de ideias, de amor e de convívio. A abertura para coisas que estão além da nossa capacidade de pensamento e de entendimento, a busca de um sentido maior e mais elevado do nosso cotidiano são pontos fundamentais que precisam reger nossas vidas.”

 

“É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e a convivência social e comunitária.” (ECA, art. 4º)

 

Apesar de todo o esforço realizado na sensibilização para a adoção, não é possível demonstrar resultados no aumento do número de adoções. Primeiramente porque se trata de uma complexidade que envolve diferentes atores de órgãos diferentes, conforme pode ser observado nos anexos – Reportagem ZH e NH.

 

 

Uma Reflexão Cristã sobre Adoção

Evaldo Luis Pauly1

Há mais crianças e adolescentes aguardando adoção do que pais querendo adotá-los quando são crianças com mais idade, portadoras de alguma enfermidade, negras, etc. Sempre há mais candidatos a serem pais e mães adotivos do que o número de crianças brancas com tenra idade e juridicamente disponíveis para a adoção. Para os pais adotivos e seus núcleos familiares, o ato de adotar está carregado de angústia, ansiedade, bem como, de prazer e afeição.

Normalmente as preferências dos candidatos à adoção não se adequam ao perfil das crianças aptas à adoção, mas é necessário, por outro lado, reafirmar que a adoção é uma manifestação absolutamente livre da vontade, da consciência e do desejo de quem deseja ou desejam adotar. Portanto, não cabe nenhum juízo de valor a respeito das escolhas e sobre as preferências dos candidatos a serem pais ou mães por adoção. O respeito à privacidade e à liberdade de consciência de cada pessoa é inerente ao Estado democrático de Direito. Ninguém pode ser constrangido a adotar. Trata-se de um gesto livre de amor paternal e/ou maternal.

O cristianismo expressa a fé de que cada pessoa foi desejada e gerada por Deus que, por seu amor, nos entregou para adoção. Somos, todos, pais e mães adotivos, filhos e filhas adotados. A própria base para a doutrina do nascimento virginal de Jesus indica que para o Cristianismo o vínculo decisivo para a família não é biológico, mas trata-se de um vínculo afetivo, ou seja, amoroso. O vínculo do amor é superior ao vínculo biológico. Essa realidade religiosa permite afirmar que o amor familiar e a conjugalidade cristã está baseada fundamentalmente no amor e não no sangue.

Talvez nenhuma relação interpessoal seja mais dependente do amor do que a adoção. Talvez por essa razão, não seja possível reconhecer um vínculo mais forte do que aquele estabelecido pela adoção.

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1 Doutor em Educação e professor do Curso de Mestrado em Educação do Centro Universitário La Salle – Unilasalle – Canoas/RS. Assessor voluntário da Amencar. E-mail: evaldo@unilasalle.edu.br

 

PROJETO "FAMÍLIAS DO PEITO"

INSTITUIÇÕES PARCEIRAS

ADOÇÃO

Uma Reflexão Cristã sobre Adoção

RELATÓRIO DOS ASSESSORES

SEMINÁRIOS DE FORMAÇÃO

ENCONTRO DE AVALIAÇÃO

AVALIAÇÃO

Avaliação do Processo

Dificuldades Enfrentadas e Medidas para a Superação

CONCLUSÕES E REFLEXÕES 

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