Avaliação

Dos resultados, conforme objetivos propostos:

a) Capacitar 20 universitários ou profissionais para atuarem junto aos projetos inscritos/selecionados e diretamente com o público envolvido: os profissionais estão sendo capacitados, inclusive, em maior número do que o previsto e, indiretamente, a rede de proteção social do RS está sendo beneficiada com estas ações; os projetos selecionados realizaram investimentos na ampliação e qualificação do espaço físico, além disso, estão contribuindo com ações que garantem o direito à convivência familiar e comunitária. A grande ênfase (e mérito) está na articulação dos espaços de intervenção na política de atendimentos dos direitos da criança e do adolescente,  isto é, fóruns, jornadas, seminários, eventos diversos estão potencializando o diálogo com conselhos, operadores dos direitos, parceiros estratégicos para o cumprimento e alcance dos objetivos previstos; o modelo metodológico, talvez, seja o que ainda demanda esforço, articulação e novos projetos no sentido de construção e disseminação, considerando a cultura de direito à convivência familiar e seus reflexos na rede de proteção.

b) Selecionar projetos que contemplem a qualificação de ações na garantia do direito fundamental à convivência familiar, conforme sistematizado nas primeiras páginas.

c)Sensibilizar, promover e produzir conhecimentos sobre abrigagem, adoção, famílias acolhedoras e apadrinhamento afetivo, além de estabelecer estratégias de financiamento e desenvolvimento institucional.

d) Garantir a sustentabilidade das ações, através da atuação em rede, num esforço compartilhado e integrado das entidades, fóruns, conselhos, órgãos executivos e comunidade local. Nesse sentido, estão sendo realizados eventos conforme relatado acima. Esse caminho tem se mostrado eficiente, pois está fortalecendo o trabalho em rede, visando a dar continuidade à sustentabilidade das ações. Para alguns municípios, o apoio ao projeto representou o início de trabalho em rede, conforme demonstra o relatório do projeto: “Foi realizada uma reunião com o Ministério Público onde se apresentou o projeto, reafirmando a necessidade de Parceria deste órgão. Tendo em vista um acordo firmado em novembro de 2007, entre o abrigo, Ministério Público, gestores das Prefeituras de Rio Pardo e Pântano Grande e Instituto Amigos de Lucas, no qual, foi firmado compromisso de implantar durante o ano de 2008, o programa Apadrinhamento Afetivo, ficou combinado que o Projeto “Amigos para Sempre” estaria trabalhando em conjunto a este Programa, uma vez que ambos têm o mesmo objetivo.” O relatório continua: “A partir daí, foi feita uma divulgação na mídia local e regional acerca da aprovação do projeto pela Rede Parceria Social, sendo ancorado pela AMENCAR e financiado pela RGE, além de divulgação em rádio e jornal, foi realizado também um café da manhã com autoridades locais para divulgar as atividades previstas no presente projeto e nos demais projetos em andamento.”

e) Adequar os espaços para qualificar o atendimento e prática educativa. Qualificação realizada por Parceiros Voluntários.

f) Desenvolver um modelo metodológico e operacional com potencial para ser replicável e reproduzido em outras escalas e outras realidades.

g) Sensibilizar e despertar novas potencialidades dando visibilidade aos projetos em execução para multiplicar o impacto de soluções eficazes.

A realidade demonstra que há um desencontro no que se refere à questão. O desejo por crianças recém-nascidas é maior do que o número de crianças disponíveis para a adoção. Optou-se por algumas estratégias de sensibilização e conscientização e realizar um trabalho em parceria com o Ministério Público e Poder Público.

 

Avaliação do Processo

A partir da execução do projeto, é possível perceber que alguns indicadores previstos na elaboração do projeto estão atingidos, outros parcialmente e ainda um terceiro grupo de indicadores queestá baixo em relação ao esperado.

Portanto, os indicadores de desempenho que estão de acordo ou acima da expectativa são os seguintes:

  • Matérias divulgadas pela imprensa, cobertura de eventos e número de notícias veiculadas pelos sites;
  • A conquista de novos padrinhos/madrinhas afetivos;
  • Educadores/funcionários de entidades capacitados, outras lideranças identificadas e capacitadas;
  • Realização de diagnósticos das famílias atendidas;
  • Elaboração e aplicação de questionários junto aos conselhos tutelares para saber informações sobre o direito à convivência;
  • Fortalecimento das equipes multiprofissionais dos programas de abrigo;
  • Aumento significativo de desabrigamentos em alguns abrigos;
  • Reordenamento institucional de abrigos (caso de Bento Gonçalves - Patronato);
  • 200 estudantes/profissionais capacitados;
  • Ações realizadas e canais de troca criados, grupos sociais envolvidos;
  • 19 projetos executados com sucesso e 1 parcialmente executado;
  • Novas redes consolidadas e pelo menos 10 parcerias estabelecidas;
  • Relação positiva do projeto junto aos conselhos de direitos.

 

 Os indicadores parcialmente atingidos são estes:

  • Formação de grupos de apoio à adoção;
  • Aumento de adoções e redução do número de crianças e adolescentes abrigados (situação de Rio Pardo e Vacaria);
  • Aumento do número de crianças, adolescentes e suas famílias beneficiadas pelo projeto;
  • Bom número de ações realizadas e canais de troca criados, grupos sociais envolvidos (em todo o estado do RS);
  • Uma quantidade de textos produzidos e/ou selecionados sobre a temática (inclusive a elaboração de uma síntese do plano nacional de convivência familiar e comunitária, entregue para alguns municípios);
  • Novas redes consolidadas e outras em articulação;

 

Dificuldades Enfrentadas e Medidas para a Superação

A aprovação de alguns projetos da Carteira de Projetos, os quais foram elaborados com vistas a fazer investimentos em equipamentos ou realizar reformas ou melhorias físicas, revelou baixa convergência com os objetivos do Projeto Famílias do Peito. Ou seja, enquanto a grande ênfase da entidade âncora estava no sentido de fortalecer ações de sensibilização para adoção e articular redes para a garantia do direito à convivência familiar e comunitária, inclusive tencionando autoridades e operadores dos direitos quanto ao grande número de crianças abrigadas, as quais poderiam ser incluídas em outras modalidades de atendimento no âmbito da assistência social e educacional, estes com preocupação meramente material ou institucional tiveram resistência em fazer o debate, em realizar ações e articular iniciativas que impedem o abrigamento de crianças e adolescentes.

Na opinião da equipe, este dado da realidade mostra o quanto ainda é forte a cultura da institucionalização de crianças pobres. Talvez, esta seja a grande relevância do projeto em referência, ou seja, articular um trabalho para modificar esta cultura.

As medidas tomadas para superar tais problemas estão no campo da opinião e da mobilização, no sentido de que a real preocupação deva ser a de garantir direitos, sobretudo o da convivência. As reuniões com representantes do Ministério Público Estadual, Conselhos de Direitos e Tutelares, fóruns de direitos e operadores do direito das crianças estiveram orientadas neste sentido.

 

PROJETO "FAMÍLIAS DO PEITO"

INSTITUIÇÕES PARCEIRAS

ADOÇÃO

Uma Reflexão Cristã sobre Adoção

RELATÓRIO DOS ASSESSORES

SEMINÁRIOS DE FORMAÇÃO

ENCONTRO DE AVALIAÇÃO

AVALIAÇÃO

Avaliação do Processo

Dificuldades Enfrentadas e Medidas para a Superação

CONCLUSÕES E REFLEXÕES 

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